Brasil libertou mais de 2,6 mil escravos só em 2010
Do portal das Nações Unidas no Brasil
http://www.onu.org.br/
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Do portal das Nações Unidas no Brasil
http://www.onu.org.br/
O Brasil libertou 2.617 pessoas que trabalhavam como escravos em 305 fazendas só em 2010, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 15 anos foram 39 mil resgatados, que receberam cerca de 62 milhões em reais em indenizações. A OIT, com apoio do Brasil, dos Estados Unidos e da Noruega, tem desenvolvido diversos projetos de combate ao trabalho escravo no país desde 2002.
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É incrível como um país que busca seu "lugar ao sol" entre as nações ditas "desenvolvidas" ainda apresente número elevado de trabalhadores em condições de escravismo. Isso porque são precárias as condições oferecidas para que os agentes do Estado possam mapear, prevenir e combater este tipo de prática nas relações de trabalho.
Porém, sabemos não ser preciso adentrar o chamado "Brasil profundo" para encontrar casos de semi-escravismo e de trabalho degradante. Nossos grandes centros urbanos estão repletos de exemplos deste último, basta olhar as condições de trabalho a que muitos jovens no Brasil estão expostos. Um único exemplo já seria extremamente representativo: os perigos a que são submetidos os chamados "motoboys". É absurda, e chega a ser imoral a quantidade de mortes e mutilações causadas por esta modalidade de trabalho na Grande São Paulo.
O pior é que muito pouco, pra não dizer quase nada, é feito para se combater este verdadeiro "crime social". O paulistano, principalmente, passou a tratar com extrema naturalidade ver um jovem com sua moto triturado embaixo das rodas de um caminhão. Pode não ser classificado como trabalho escravo o exemplo que acabo de citar. Porém, se não é degradante, não sei mais o que é classificado como sendo.
Sabemos que as condições indignas que a grande maioria dos trabalhadores brasileiros estão submetidos são consequencia da herança histórica de uma nação escravista. O fato, é que enquanto esta ferida aberta em nossa identidade não for de fato confrontada, continuaremos por muito tempo a oferecer ao mundo exemplos como estes, que nada nos orgulham.
A busca pelo desenvolvimento deve partir da educação e do respeito e proteção aos Direitos Humanos, entre eles o direito ao trabalho digno. Somente assim poderemos finalmente confrontar esta realidade e romper com o estigma das condições de trabalho e oportunidades no Brasil.
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