Reportagem de Carta Capital* acerca de pesquisa sobre fontes alternativas de energia, em especial a eólica, serve para reforçar ainda mais o que há muito já se supunha: o gigantesco potencial energético alicerçado em "energia limpa e renovável" que possui o país. Além disso, pesquisas também muito sérias são fartas quanto ao tema da necessidade de manutenção e desenvolvimento de nossa rede de transmissão de energia elétrica e sua importância para a economia destes recursos, indicando que não apenas se deve pensar na produção de energia, mas também necessariamente em sua distribuição com vistas a se evitar desperdícios.
O investimento maciço no desenvolvimento dessas novas tecnologias e sua implantação no sentido da geração de fontes alternativas - distribuídas em porções do território nacional que carecem de investimento, como os estados do nordeste brasileiro citados na reportagem em questão - apresentam seguramente potencial para gerar desenvolvimento tanto econômico como social, contribuindo assim para se reduzirem desigualdades históricas.
Recursos necessários para esse desenvolvimento e adequação de nossa matriz energética existem e já vem sendo investidos com esse objetivo, como também informa a reportagem. A questão ainda é, sempre ela, a falta de vontade política para uma regulamentação adequada e mudanças na legislação vigente que permitam esse desenvolvimento. O debate instalado quanto a necessidade ou não de se continuar a matar rios, desmatar florestas e aviltar a dignidade de populações locais para se construírem hidrelétricas como a de Belo Monte, mais do que ultrapassado é um debate menor. O debate a ser colocado é: por que, diante de tamanha potencialidade natural e de oportunidades criativas abertas ao povo brasileiro, devemos continuar a pensar em construir hidrelétricas?
* Carta Capital - Marcelo Pellegrini - 05 de abril de 2012
Leia a reportagem "O Pré-sal do Nordeste"

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