Secretário afirma que, no futuro, projetos de hidrelétricas serão desenvolvidos juntamente com comunidades indígenas - quem acredita?
Segundo matéria do jornal Valor Econômico de hoje (9 de maio, quarta-feira), o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério das Minas e Energia, Altino Ventura Filho, afirmou que o atual modelo de expansão de geração de energia adotado pelo país atende as necessidades para os próximos 15 anos e que para o futuro será necessário reavaliar o plano de expansão. Disse também que projetos de novas hidrelétricas localizadas em áreas indígenas terão que ser desenvolvidos juntamente com essas comunidades.
Ver matéria do Valor Econômico em:(http://www.valor.com.br/brasil/2651546/brasil-tera-que-avaliar-hidreletricas-em-terras-indigenas-no-futuro).
Pelo que informe a reportagem, não diz o secretário como o atual projeto e execução da usina de Belo Monte no rio Xingu, foi desenvolvido "juntamente" com as comunidades locais. Quem pelo menos tem procurado se informar sobre a forma arbitrária como o projeto foi conduzido sabe que tal afirmação, de que as comunidades serão respeitadas "no futuro" soa, no mínimo, como algo que não se deve levar em conta, pra não dizer da falácia que isso representa em se tratando dos termos em que a obra avançou.
Belo Monte foi enfiada goela abaixo não apenas das comunidades locais, que sequer contam com meios satisfatórios para fazerem valer seus direitos nas condições materiais e de isolamento da "opinião pública" em geral em que se encontram. Foram desrespeitados também, no caso de Belo Monte, a opinião de parte considerável da população que se manifestou contrária à obra, em certo ponto desnecessária, localizada em área de preservação ambiental. O país não atendeu sequer os apelos da comunidade internacional e denúncias reconhecidas pela OEA (Organização dos Estados Americanos) que foram conduzidas pela população local, uma vez que não encontrou amparo nas autoridades nacionais.
Belo Monte foi enfiada goela abaixo não apenas das comunidades locais, que sequer contam com meios satisfatórios para fazerem valer seus direitos nas condições materiais e de isolamento da "opinião pública" em geral em que se encontram. Foram desrespeitados também, no caso de Belo Monte, a opinião de parte considerável da população que se manifestou contrária à obra, em certo ponto desnecessária, localizada em área de preservação ambiental. O país não atendeu sequer os apelos da comunidade internacional e denúncias reconhecidas pela OEA (Organização dos Estados Americanos) que foram conduzidas pela população local, uma vez que não encontrou amparo nas autoridades nacionais.
Infelizmente, enquanto os "Belo Montes" e outras afrontas ao nosso patrimônio natural, como também bem representa a aprovação do "código dos ruralistas" no Congresso Nacional, continuarem a salvaguardar interesses de uma minoria, em detrimento dos direitos da maioria dos cidadãos, afirmações como a do sr. secretário, descritas aqui, não poderão ser tratadas com seriedade.
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