Em artigo sobre os desafios da Rio+20 publicado originalmente no portal "Ecopolítica", Sérgio Abranches comenta sobre os descompassos entre as expectativas geradas pelo encontro e os possíveis encaminhamentos que poderá, de fato, trazer. No caso específico de nossa realidade doméstica, creio que estamos muito aquém das oportunidades que tal evento poderá nos trazer. De qualquer forma não podemos deixar que nossas expectativas imediatas nos desanimem no sentido de nos fazer desacreditar que seja possível avanços significativos no médio e longo prazo. Caminhamos, hoje, muito distantes de um modelo econômico e social que se aproxime minimamente do que se poderia reconhecer como um modelo sustentável, porém, temos que valorizar alguns avanços mesmo que pontuais e aproveitá-los como experiência para o futuro potencializando-os.

O que se pode esperar da Rio+20
Por Sérgio Abranches, do Ecopolítica
A Rio+20 pode dar bons resultados. Mas esses resultados não corresponderão às expectativas. O que ela pode fazer é criar uma base suficientemente sólida para que se construa no futuro a arquitetura desejada para o desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento baseado em uma economia de baixo carbono e com menor pegada ecológica.

Não existe a possibilidade de uma reunião como a Rio+20 adotar decisões que enquadrem os países, antes que eles estejam preparados para adotar as políticas correspondentes. O modelo de decisão “de cima para baixo” não funciona. Um marco global adequado para o desenvolvimento sustentável virá da consolidação das escolhas que os países farão internamente, “de baixo para cima”. Um fórum tão amplo, com grande  número de temas e uma variedade enorme de países, desde produtores de petróleo a importadores de petróleo, de nações super-ricas a nações super-pobres, de potências maduras a potências emergentes produz uma rede complexa e densa de conflitos de visões, perspectivas e interesses. Alguns impasses são absolutamente insolúveis nesse modelo de decisão por consenso de uma assembleia geral de países.

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