Expectativa de vida do brasileiro aumenta 25 anos entre 1960 e 2010, aponta IBGE

Por Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio

Dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira (29), mostram que a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos no período entre 1960 e 2010, passando de 48 para 73,4 anos. Por outro lado, o número médio de filhos por mulher caiu de 6,3 para 1,9 nesse período, valor abaixo do nível de reposição da população.

Ver matéria na página do UOL:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/06/29/pesquisa-do-ibge-mostra-que-brasileiros-vivem-25-anos-a-mais-do-que-em-1960.htm

Comentário: Os números demonstram claramente a consequente redução na velocidade de aumento da população como índice negativo de crescimento. Também explicitam o estreitamento da base da pirâmide social com relação à faixa etária de seus habitantes. Rapidamente estamos deixando de ser um pais considerado "jovem" do ponto de vista da composição social e se tornando um país de população "envelhecida". 

O que preocupa acerca de nosso desenvolvimento econômico e social, historicamente injusto e desigual, pra não dizer "distorcido", é a ausência de políticas sociais mais eficientes que favoreçam os dois extremos da pirâmide, jovens e velhos. Se pegarmos apenas o exemplo do estímulo à inserção e recolocação no mercado de trabalho, veremos como é preocupante nossa situação. Em uma sociedade onde o jovem tem dificuldades para começar a trabalhar porque é considerado inexperiente e imaturo, do outro lado, a partir de certa idade o cidadão é considerado incapaz. É urgente no Brasil a necessidade de uma mudança radical na ótica da proteção aos direitos sociais desta população, e aqui, é óbvio que estou falando da atenção, principalmente, aos que pertencem aos estratos sociais mais pobres. Ao mesmo tempo em que precisamos nos preocupar com o bem estar de ampla parcela que necessita "envelhecer" com dignidade e respeito aos seus direitos, é necessário uma arrojada política de atenção à juventude. 

Nossa crianças e jovens continuem a representar nosso futuro enquanto nação. Agora, cada vez mais, diante da realidade de diminuição quantitativa daqueles que necessitam, hoje, encontrar condições de se prepararem para o futuro. Sabemos da dívida que temos com nossos jovens, que ainda morrem às pencas, diariamente, em nossos morros e periferias enquanto poderiam estar ocupando vagas em uma escola pública de qualidade.

Comentários