Relatório recente do Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica que o tema sustentabilidade vem ganhando a cada dia mais importância na agenda das empresas no Brasil.
De fato a participação de empresários nas discussões sobre temas relevantes que se referem à sustentabilidade em varias frentes vem ganhando importância. Um grupo de trabalho passou a se reunir desde o final do mês do julho para traçar estratégias em âmbito nacional, juntamente com representantes de diversos organismos de interesse empresarial e governamental.
Um dos objetivos do grupo de trabalho é estabelecer diretrizes de para uma futura política de promoção de relatórios de sustentabilidade por parte das empresas. Desta forma, seria possível um melhor dimensionamento dos avanços obtidos em desenvolvimento sustentável e ao mesmo tempo estimular o setor empresarial a adotar políticas para o crescimento de ações desta natureza.
Para ler mais: página do MMA
http://www.mma.gov.br/informma/item/10262-sustentabilidade-passar%C3%A1-a-integrar-rotina-das-empresas-brasileiras
Comentário:
Particularmente, acredito, com base em divulgação das ações corporativas e através de artigos e matérias publicadas em veículos especializados que realmente estejamos avançando na preocupação acerca do desenvolvimento em bases sustentáveis. Há atualmente um envolvimento maior e esforços que busquem a amortização de impactos ambientais e sustentabilidade das atividades econômicas das empresas.
No entanto, não notamos o mesmo empenho quando a questão é o desempenho social destas ações e um esforço verdadeiro para a redução de desigualdades e exclusão. Projetos de Responsabilidade Social, embora existam alguns muito interessantes e bem intencionados, traduzem-se em resultados ainda muito tímidos. Alguns avanços podem ser verificados no âmbito das metas traçadas pelo projeto Objetivos do Milênio, das Nações Unidas, mas ainda é pouco. Inclusive temas como diversidade e direitos humanos são verdadeiros tabus em muitas corporações. Algumas, não poucas, endossam o lobby para a "flexibilização" da legislação quanto ao trabalho escravo e degradante, por exemplo. Mesmo as que não comungam desta atitude, silenciam quanto ao problema.
Algumas ações positivas neste sentido tendem ainda a se pautar dentro do limite da lei. Claro que isso é importante, mas é apenas uma obrigação legal e não um esforço contundente para uma ação mais efetiva. É necessário portanto uma mudança radical na própria cultura das corporações para que possamos vislumbrar um cenário mais otimista em futuro próximo.

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